A Escola de Samba
Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em
1917. A
primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das
comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem
hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam
narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações
se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.
O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias
(domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de
duração, numa passarela de 530
metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil
sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é
impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um
milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas
pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na
concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma
média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente
300 percussionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras
obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e
porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.
Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no
Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói,
Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).
Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.
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